Japi4x4
23 de agosto de 2003
Familia4x4

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Relato e fotos de Claudia Bocato

Desta vez o ponto de encontro foi num posto de gás (GVN) em Jundiaí (saída da anhanguera no km 53), às 9:00hs da manhã.

Entre a chegada de todos (inclusive os que passaram reto pelo ponto de encontro, né Edson?) e a distribuição dos brindes, acabamos saindo às 9:50hs.

Logo no começo do passeio, nossa primeira surpresa : um pó tão fino que mais parecia talco!! A região estava tão seca que só de passarmos com todo cuidado, já levantava pó suficiente para encobrir toda a visão. Mesmo com os faróis ligados, não se podia ver o carro à sua frente. Todo comboio reduziu a velocidade, ligou farol alto e todo cuidado pra se dirigir e pra ninguém se perder do comboio (se bem que era só seguir o poeirão levando à sua frente...).

Um pouco mais pra frente (já estávamos no Japi), a segunda surpresa... era uma estradinha estreita (só passava um por vez), o pó ia alto pra todo lado, e na nossa frente, vindo em sentido contrário (lógico! Senão cadê a emoção??), um caminhão lotado de toras enormes... – ué, mas o Japi não é área de proteção? Isso Não quer dizer que não se pode desmatar??? – Pois é...

Bom, tivemos de sair todos de ré até um aborto onde pudéssemos entrar e dar passagem ao caminhão, que assim que passou pelo último carro fez sinal para o Caco de que não havia passagem por aquele caminho. Quer dizer, isso é o que ele achava, porque nós procurávamos exatamente pelo pior caminho...

Dito e achado... chegamos ao atoleiro que o caminhoneiro tinha visto.

Atoleiro modo de dizer, porque lama mesmo só dentro do buracão principal. O tempo tava tão seco que o caminho tinha ficado sem lama, mas totalmente detonado. YES!!!

A imagem era mais ou menos assim: a estrada alargava um pouco e tínhamos 3 opções de passagem – no meio um tremendo buraco (mais ou menos da altura da Mazda – tem que ver nas fotos!!); pela esquerda uma passagem super estreita com o buracão por um lado e o morro descendo pelo outro (carro pequeno passaria, mas os nossos eram grandes e além de riscar a lateral numa árvore que tinha lá – isso era certeza de acontecer – tinha o risco de desbarrancar por um dos lados - tava bem detonado!!) ou pela direta, onde a passagem também era meio estreita com o buracão de um lado, o morro subindo do outro e uma pedra bem no meio.

Bom, agora era só escolher quem ia por onde... reunião de todos os “palpiteiros de plantão”... e não eram poucos, porque palpitar todo mundo gosta, né?

Comentário geral: “Vamos pelo meio, que é o que vale mais a pena. Vai atolar, mas tira no guincho...”; “Pelo meio é melhor, é só imbicar o carro e despencar...”; “A lama do fundo tá da altura do pneu (31), mas acho que até sai...”; etc etc etc. Conhece jipeiro?

Quem era o primeiro? A Mazda da familia4x4. Com quem? Com o Sebastian “To dentro” no volante. Adivinha? Embicou, desceu e... punchhh – foi até a alma pra lama!!

Ele até tentou, mas só por desencargo de consciência, porque não tinha a menor chance de sair. E aí? Guincho nela...

Aí ficou fácil, né? Foi até de controle remoto!!!

Quem é o próximo? Márcio e sua Pajero GLS novinha (ainda...).

Ele realmente queria entrar, mas os estribos da Pajero não deixaram... não deu, aí a única opção possível era pela direita, por cima da pedra...

Vem!! Vai!! Mais pra cá!! Pisa!! Vem,vem!! Para, para!!! Não deu, volta que tem que cavar...

A operação “cavar” teve de ser completa, porque o carro ficava com duas rodas no ar e perdia a tração!

Depois de mudarmos a topografia do terreno, todos resolveram passar por aí.

Ué, mas a passagem do meio não tinha sido a escolhida por todos? Pois é, depois da Mazda ninguém quis mais... Tudo bem, se preparem pro próximo passeio, tá? Vamos arrumar um caminho que não dê pra escapar da robada, tá? Aguardem...

Nessas acabamos levando mais de uma hora só nesse pedaço... Vombora!!

Próxima tração: Subidões, com “S” maiúsculo...

A vista lá de cima é linda, mas pra chegar lá em cima... Alguém teve de deixar seus tripulantes no caminho – não vou contar quem foi, senão ele fica bravo comigo... :)

Depois de tanto esforço, melhor comer, né? Pic-nic no meio da trilha... afinal de contas os carros precisavam descansar e a criançada precisava de espaço pra relaxar...
Abrimos uma lona entre os carros no meio do caminho (afinal que caminho? Quem mais iria com aquele calor até 1000m pelo meio de pirambeiras?) Se aparecesse mais alguém, com certeza seria jipeiro, aí a gente convidava pro pic-nic...

Na roda estávamos: Edson, Maria Clara, Bruno, Filipe, Isabela, Márcio, Marcos, Zé Eduardo, Júlia, Mônica, Caco, Mirian, Bia, Bruna, Sebastian, Claudia, Luciano, Bruno e Maurício...

Não sei o que aconteceu primeiro: se a fome acabou, ou se o calor ficou demais pra ficarmos parados... Seja como for, melhor continuar...

A paisagem da região do Japi é realmente muito bonita, pena o desmatamento e as queimadas que alguns fazem por lá...

Esse passeio teve um enfoque assim... mais ecológico, digamos. Além da diversão tivemos oportunidade de mostrar aos nossos filhos o quanto é bom o contato com a natureza e o quanto é ruim e triste mesmo o que o homem faz com a mesma natureza.

No Japi: o desmatamento e as queimadas destruindo uma região tão rica e linda. Mais pra frente, em Pirapora do Bom Jesus, situação do Rio Tietê...

“- Mãe, isso é muito triste mesmo, né? Esse rio, como pode ficar assim?”

Esse foi o comentário do meu filho Luciano (6 anos). A reação da criançada foi de tristeza de ver o se faz com a natureza.

Valeu a pena por dois motivos: tivemos a chance de explicar pra criançada o que acontece e criar uma consciência do que não se deve fazer, e mais pra frente pudemos ver que quando se quer e se deixa a natureza agir, se pode ter esperança de recuperação.

Lógico que o rio não estava totalmente despoluído, mas aquela espuma branca já não estava mais...pra criançada valeu!!

Saindo de Pirapora, paramos numa bica de água pra abastecer as garrafas e o carro do Zé Eduardo que também tava com sede...

Nosso passeio acabou na praça principal de Cabreúva, com um sorvetinho pra refrescar.

Na praça mesmo, nossos amigos receberam seu brinde de participação oferecido pela Diauto (www.diauto.net) - um kit completo pra limpeza do carro – e depois de todo aquele pó, todo mundo ia precisar mesmo. Valeu Marcaz pelo apoio, e vamos ver se no próximo passeio você também vem com a família, né?

Ops, acabou, mas no mês que vem tem mais... Esperamos que toda essa galera venha com a gente pra Monte Verde (20 e 21 de setembro) ...

Gente, valeu a companhia !!!

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