II Encontro
Nacional com os Toyoteiros
15 a 18/04/2003
Nesta seção, você pode
contar a sua aventura ou relatar um passeio ou evento realizado.
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Relato e fotos de Augusto Proença
Já vou avisando a todos e pedindo paciência pois o relato é longo
e cheio de fotos para carregar...
Como estava em férias (finalmente!!!)
eu e a Má estávamos decididos à conhecer a região do Sul de Minas, a idéia
inicial era sair na terça feira pela manhã, mas devido à uma série de
imprevistos só foi possível sair na quinta feira...
Como tinha um
encontro marcado dos Toyoteiros lá em Aiuroca, alguns dias antes pedi licença
aos participantes para me intrometer (ooops!) com meu Samurai, choveu e-mails
dizendo que eu seria bem vindo e como eu sou um cara de pau (ooops!) de primeira
aceitei esse convite.
Mas dois dos e-mails me chamaram muito a atenção,
um cara que eu nunca tinha visto, só tinha trocado algumas mensagens me convidou
para pousar no sítio do pai dele em Estiva (MG) esse “cara” é oAdalton que junto
com sua noiva a Elaine nos receberam em estiva, mas isso eu conto mais tarde...
A outra mensagem que me espantou foi de um cara lá da Bahia me convidando para
almoçar em Pouso Alegre (MG) às 12:00 de quinta feira, um soteoporolitano
arretado chamado Marvilla (eu fiquei pensando...caramba!! o que faz um sujeito
sair de Salvador para vir em Aiuroca, e ainda passar batido e ir até Pouso
Alegre para voltar novamente em Aiutoca????? Essa pergunta eu mesmo encontraria
a resposta mais tarde...) . Depois de muitas mensagens trocadas decidimos nos
juntar ao chamado “Comboio do Pão de Queijo”, que estaria partindo na sexta
feira cedo de Pouso Alegre rumo a Aiuroca.
Então o plano era encontrar o
Marvila em Pouso Alegre ao meio dia da quinta feira (parece coisa de filme de
bang-bang...rs!) e após o almoço encontrar o Adalton em Estiva. Desta forma às
9h00 da manhã de quinta feira e já estávamos na estrada (Rodovia Fernão Dias )
logo no início devido à uma solicitação de “pits stop” da minha navegadora ;-)
parei naquele último posto BR antes da subida da serra da Cantareira para
Mairiporã...
Saindo do posto pelo acostamento, ganhando aceleração do
Samucão para entrar na faixa da Rodovia (quem tem um samurai com pneus ’31 sabe
do que eu estou falando ;-) ) um monza subitamente sai para o acostamento e vem
em direção à minha traseira (oooops!), eu joguei o carro para o centro da pista,
o monza passou pelo acostamento e pela minha esquerda passou zunindo uma
Toyotinha azul...
Um pouco antes do túnel da mata fria eu consegui
alcalçá-lo e a cena a seguir foi cômica: dois manés berrando um para outro: “ Ei
quem é você??? Augusto!!!! Quem?????? Francisco? Nãoooooooo! Augusto!!!
Oque????? Heim???? Foi quando me ocorreu (depois de muitos berros ao
volante....rs!) que as duas viaturas tinham PX instados, eu mostrei o
Mike(ooops!) para o sujeito e iniciamos o papo pelo rádio de forma mais prática
e menos cômica...
Foi então que
eu descobri que o tal sujeito da Toyota azul era justamente o Adalton, e como
dizem os mineiros: “etâ mundão piqueno sô!!!” , rapidamente, decidimos seguir
para Pouso Alegre para almoçar com o Marvila , mais ou menos em Extrema
recebemos uma ligação do Marvila dizendo que estava muito atrasado e não
chegaria para o almoço... Então fomos eu, Marilda, Adalton e Fernanda para Pouso
Alegre para almoçar mesmo sem Marvila (quem me conhece sabe que eu não recuso
convites gastronômicos ...rs!).
Saboreamos
uma deliciosa comidinha mineira no restaurante “O Caipira” com direito a
“torresmim”, “feijão tropeirim”, “queijim”, e todas as mineirices possíveis e
imagináveis ...rs!
Em seguida
rumamos para o sítio do pai do Adalton em Estiva. Chegando lá conhecemos o
centro da cidade
e o Adalton nos guiou
num passeio muito bonito por estradinhas da região,
na seqüência
chegamos ao”sítio” do pai dele...
Sítio é
só no nome!!!!! Trate-se de uma fazenda com sede daquelas bem antigas,
portas
altas, janelas de duas folhas de madeira, fogão à lenha,
totalmente restaurada, uma mordomia só!!!! Fomos tratados como
reis (com exceção ao cachorro que queria morder a mina canela de todo
jeito...rs!) .
Após
uma “produtiva” pescaria no lago...rs! , saboreamos um filé na pedra, feito no
fogão à lenha (detalhes do filé na pedra, favor entrar em contato com o Adalton)
e fomos dormir, afinal o dia seguinte prometia !!!!
Acordamos na sexta “cedim” com muito nevoeiro e um friozinho de
lascar e, após o café da manhã (é lógico que tinha um “queijim”, afinal
estávamos em Minas, sô!!!) partimos para Pouso Alegre, chegamos lá às 8h00 e
encontramos o “seu” (senhor é coisa de paulista, lá em Minas é “seu”) , então
seu José Hajj, com a família e a lendária Toyotice. Marcelo Montanhista, que
dirigiu a noite toda de Curitiba até Pouso Alegre, chegando apenas à uma hora
antes...(o que será que faz alguém dirigir a noite inteira assim????) Tinha
também o Marvila e esposa pedindo mil desculpas por não ter comparecido no dia
anterior, mas ainda faltava alguém... alguém que justamente mandou um e-mail
dizendo “ olha aí minerada!!! Mineiro não perde o trem quero ver “oceis” em
PousoAlegre às 8h00 da manhã heim!!!” Pois é, com uma hora de atraso chegou o
Samuel com a namorada e um “casal de zequinhas” praguejando sobre o estado da
estrada de Poços de Caldas à Pouso Alegre. Completei o tanque do Samucão e
seguimos pela Rodovia Fernão Dias no sentido de Três Corações.
Uma
parada no restaurante “ O Bistecão” onde encontramos o Augusto de Goiânia (isso
mesmo o que você leu aí Goiânia!!!) que trouxe toda a família, o que me fez
pensar, o que leva alguém a vir de Goiania com toda a família numa bandeirantes
até Três Corações???? Tinha também o Duda, que seria o nosso “guia” até Aiuroca.
Rumamos
para São Tomé das Letras, (cidade onde acontece muitas coisas esquisitas como o
fato de coca cola não querer entrar no copo, um tipos muuuuuitos estranhos
cheios de paz de amor e de “ai biiicho”) numa estrada asfaltada de visual
deslumbrante (aliás visual deslumbrante é o que não faltou neste passeio ...
Almoçamos
no restaurante Massaroca e partimos,
com
muita dificuldade para arrastar a Marilda que queria comprar toda espécie de
lembrancinha e badulaques transcendentais.
Destaque
para as casas de pedra, para o chão de pedra, para os muros de pedra, e para o
“coração de pedra” ;-) do Duda, o único solteiro do grupo que não quis levar
duas gatinhas da cidade que queriam acompanha-lo no passeio.
Abaixamos
a calibragem dos pneus, onde descobri que meu calibrador de R$ 1,99 têm uma
margem de erro de quatro libras ;-), e partimos para Aiuroca por estradinhas de
terra com visual... adivinhem???? Deslumbrante!!!! (epa! escutei alguém aí
dizendo que deslumbrante é coisa de Boiola?? ;-)
Algum tempo depois, muitas chacoalhadas depois, muita poeira
depois, já começávamos a ver pico do papagaio, mal sabia eu que o veria de
muito, mas muito mais perto. Um tempinho depois e já dava para ver a cidade lá
embaixo, chegamos no final da tarde
e
decidimos ir para o camping montar as barracas, detalhe o camping fica à 12km da
cidade via uma estradinha de terra com visual????? Acertaram: Deslumbrante!!!!
No caminho encontramos o Marcelo Furzinato e Mônica com os toyoteiros do
Comboio do Pastel (São Paulo) que estavam parados devido à problemas numa
viatura, problema este que foi solucionado rapidinho...(não vou citar todos os
nomes pois como não sou bom de memória, provavelmente esqueceria de alguém, me
desculpem os “não citados”.;-)
Montamos
as barracas e já aconchegados pela escuridão da noite voltamos ao centro de
Aiuroca para o jantar (tivemos uma baixa, o Marcelo Montanhista ficou no
Camping, afinal ele estava “na estrada” à 24hs!!!!!), no caminho encontramos o
“Comboio Sangue Bão” (Rio de Janeiro) que chegava ao Camping. Jantamos no
Restaurante do Léo, festejando também o aniversário da namorada do Samuel.
Sábado às 6h30 da manhã presenciei um amanhecer inesquecível no Camping,
onde pude
ver o pico do papagaio ali, bem de pertinho, como se estivesse nos dando
proteção e bênção. Voltamos para a cidade, para o café da manhã e abastecimento
para em seguida começarmos o primeiro passeio oficial do Encontro Nacional dos
Toyoteiros : O Retiro dos Pedros.
E dá-lhe poeira, (e o ar condicionado
do Samucão não gelava mais...)
estradinhas de terra com fortes subidas,
foi quando
comecei a perceber que o motor do Samucão não estava rendendo muito legal, não
sei se fora a gasolina de Aiuruoca ou o Carburador que comeu muita poeira das
Bands, mas ele pedia reduzida toda a hora...Algumas paradinhas para fotos e
“pits stop” começava a subida final,
uma
subida no inicio com pequenas pedras soltas e no final com grandes pedras soltas
e forte inclinação.
Neste ponto o Samucão que estava sem força nenhuma
teve que subir na raça, ao contrário das Bands que subiam “na elegância” o
Samucão parecia um cabrito desembestado...pelo menos diz a galera que o visual
foi show!!!! rs! rs!rs! Meu cérebro quase saiu da cabeça de tanta chacoalhada.
(aliás quem tiver fotos disso por favor me mande!!!!)
A volta
transcorreu sem maiores problemas, afinal para descer todo o santo ajuda!!! No
caso do Samuel que não tem reduzida além dos santos ajudarem foi feito um
trenzinho de Bands, afinal nem todos os santos juntos seguram uma Band
desgovernada ladeira a baixo...rs!
Mesmo
com a tarde caindo, ainda foi possível parar em uma cachoeira paradisíaca,
onde quem explorou mais achou até um riozinho para atravessar e
fazer pose!!!!!
Na
subida o samucão serviu de Táxi para uma galera...;-).
Na volta, a tradicional parada no Restaurante do Léo para o
jantar, pois estávamos famintos!!!!!.
Chegando ao camping alguns,
enquanto esperavam “na fila do banho”, saboreavam uma deliciosa pinga com mel e
queijinho mineiro,
estávamos cansados, empoeirados, mas cada vez mais empolgados e
sobretudo, unidos. Éramos já uma família.
E o domingo amanheceu e bem
cedinho já estávamos indo para o Retaurante do Leo a fim de tomarmos o café da
manhã e partir para o último passeio “oficial” do encontro, “O Passeio pela
Serra Verde”.
Com Toyoteiros e Toyotas devidamente abastecidos, partimos rumo
à Alagoa e, só para variar... dá-lhe poeira!! ;-) foram cerca de 100 km por
estradas de terra e trilhas e um visual lindíssimo.
Conhecemos outra cachoeira lindíssima um complexo de 3km de
cachoeira com 27 quedas d’água!!!
. E o mané que vos fala, manobrando o Samucão, bateu numa pedra
e entortou a barra de direção, voltei com o volante deslocado 45 graus para
esquerda...
No retorno já com a escuridão noturna fizemos uma parada com os
faróis desligados para curtir o céu impecavelmente estrelado, como uma colcha
bordada por Deus, teve gente que gritou, subiu nas viaturas... Realmente aquele
céu foi uma visão inesquecível. (tenho um adesivo no Samucão que diz: “Deus está
em toda a parte é mas é no mato que a gente conversa...) Ainda deu tempo para
descobrir os dotes de peão do Marcelo Terapia que se prontificou a tocar uma
boiada para o comboio passar, a partir de então ficou conhecido por Marcelo
Mezenga Terapia!!! ;-)
Após o jantar, voltamos para o camping para a
nossa última noite, no amanhecer da segunda feira voltamos à cidade para o
último café e despedida, ali então o grupo se desfez fisicamente, formamos um
grupo menor que iria até o Parque do Itatiaia e o restante voltou para as suas
respectivas cidades.
Acompanhei o grupo até depois de Alagoa,
tivemos uns
probleminhas com a nova suspensão helicoidal Extreme do Cássio que soltou uma
porca (que pelo tamanho já era uma leitoa!!!) decidindo então voltar para São
Paulo, pois o carburador do Samucão não estava muito bom, e não quis arriscar à
atrapalhar a galera...
Voltei com o
Seu José Hajj até Itamonte... No caminho, não sei como, acertei uma pedra
gigantesca com a roda dianteira direita, que fez o Samucão pular meio metro!!!!!
Com a pancada a barra de direção voltou ao normal e de quebra o ar condicionado
voltou a gelar!!!! (já a Marilda ganhou um torcicolo...)
Em Itamonte o
Seu Jose Haji resolveu almoçar trutas (chique no úrtimo!!!), e eu comprei uns
docinhos para a volta para São Paulo. A subida da serra e a descida após
Itamonte é fantástica. Já na Dutra peguei um congestionamento monstro à partir
de Taubaté. Um pouco antes de Santa Isabel, devido à um fusível queimado o meu
painel apagou e eu fiquei sem luz de freio e lanternas... Chegamos em casa às
19h30, sãos, salvos e quebrados... ;-)
Quando eu disse que o grupo se
desfez fisicamente a três parágrafos atrás, é para frisar que esse grupo é
indissolúvel nas lembranças eternas de cada participante desse encontro. O tempo
vai passar, com algumas pessoas perderemos contato, a vida seguirá o seu curso
natural, mas de uma maneira diferente, pois durante três dias, demos espaço para
que pessoas “estranhas” entrassem na nossa vida, para supri-la de amizade, de
amor e de paz. E isso, meus amigos, estará gravado e impresso para todo o
sempre, isso ninguém haverá de tirar nós, nosso grupo estará ligado por amor,
amizade, companheirismo como os tijolos de uma parede são unidos pelo cimento.
E aquelas perguntas que ecoavam “Porque alguém vem da Bahia? De
Curitiba? Ou de Goiânia????” Neste momento me fazem sentido: as pessoas vêm para
doar o que nada custa e receber o bem mais precioso: A AMIZADE !!!!!
Obrigado(a), à todos
E um obrigado Especial: a Adalton e Elaine,
(pela hospitalidade) A Marcelo Furlinato e Duda (pela organização e
eficiência) A Marvilla (pelas fitinhas do Nosso Senhor ;-)
Augusto
Proença & Marilda
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