Ilha Comprida
18 e 19/10/2003
Familia4x4
Nesta seção, você pode
contar a sua aventura ou relatar um passeio ou evento realizado.
Mande o seu e-mail para contato@familia4x4.com.br
Clique nas imagens para
amplia-las
Relato de Claudia
Bocato
Fotos de Celso Lima
Marcamos de nos encontrar no posto “O Fazendeiro” – km 381, já
próximo à saída para Pedro de Toledo, assim não
andaríamos em comboio pela BR 116. Comboio é uma coisa legal,
mas sempre é meio complicado quando estamos por rodovias como a
BR 116 – em grupo corremos o risco de diminuir a atenção
no volante, e aumentamos as chances de atrasos...

Não adiantou nada, porque acabamos encontrando quase todo mundo
pelo caminho...
Chegando no posto, faltava encontrar só o Caco, o Celso e o Peter
(detalhe, o Peter tinha acabado de pegar a Patrícia – sua esposa
– no aeroporto, chegando de Paris – direto do trabalho pra trilha, isso
é que é familia4x4...).
Pra começar bem, nos atrasamos pra sair... e isso não seria
nada perto do atraso total que teríamos...
Vambora... logo depois de Pedro de Toledo, sairíamos para a terra...
na verdade saímos, mas pro lado errado...
O GPS falhou... e a navegadora aqui, nem se fala... desculpa aí
pessoal, foi mal... errei “um pouquinho”, mais ou menos uma horinha –
detalhe...
O pior não foi errarmos o caminho, foi que tivemos o passeio mais
quente do ano... os carros começaram a esquentar – pra caramba!!
O primeiro foi o Vitara do Marcão Tz – ferveu!!! Paramos pra esfriar
o carro e as crianças – que o sol tava pegando forte.
Conseguimos seguir mais um pouco, e aí... era a vez do Vitarão
do Zé Edu reclamar de calor. Não ferveu, mas aqueceu legal...
Vamos tentar de novo? Mais pra frente (quando paramos pra fazer a volta,
porque não ia ter outro jeito de voltar pra trilha certa mesmo),
a Explorer do Pereira decide não pegar mais. Não entendo
de mecânica, mas parece que como aqueceu demais, o carro não
pegava – esfriou, colocaram água, aí funcionou.

Cara, foi incrível, nunca vi tanto carro quente junto!!
Bom, no caminho certo, tudo ficou mais fácil. Logo encontramos
o primeiro rio pra cruzar, e as crianças – e todos nós,
é claro – puderam se refrescar. Passar descalço pela água
fria foi demais...
No segundo rio que passamos, encontramos uma galera de troller. Detalhe,
um estava “escorrendo” a água que entrou e tinha outro ainda boiando...

Não entendi muito bem o espírito da coisa... o rio era
raso, passava numa boa. Mais pra frente, fazia uma espécie de um
lago – fundo – e a galera decidiu “mergulhar” bem aí. Talvez tivesse
algo mais – que eu não vi – que justificasse a brincadeira... sei
lá.
Já no final do trecho de terra, antes de Iguape, encontramos uma
cobra. Na verdade, parece brincadeira, mas não é a primeira
que encontramos em passeio, mas foi a primeira que deu pra registrar,
fotografar e chamar todo mundo pra ver. Taí...

Quando entramos no asfalto, quase em Iguape, o calor fez sua última
vítima – o Vitarão do Zé Edu ficou. Esquentou demais
e paramos... cambão nele até Iguape, lá a gente decide
o que fazer...
Mas as emoções não param aí. Todo mundo cansado
– já eram 4 horas da tarde – estômagos colados e... o restaurante
que deveria estar nos esperando, achou que não íamos e fechou!!
E agora – lanche na padaria mesmo... fazer o quê?

O Zé Edu decidiu chamar o seguro e guinchar o carro dali pra São
Paulo. Mas é claro que só o carro, né? Ele a Júlia
e a Mônica seguiriam pra Cananéia com a gente.
O dia já estava no fim – fim da luz do dia, quero dizer. Realocamos
o pessoal e fomos embora, porque ainda teríamos que cruzar toda
Ilha Comprida pela praia. O Sebastian ficou com a Mazda pra esperar o
guincho e depois levar a família do Zé Edu e encontrar com
a gente.
O resto dos carros seguiu na frente...
De noite, tudo escuro, praia... água do lado esquerdo, morrinhos
do lado direito... uma luz ao fundo – será que é a balsa?
Fomos devagar, mas com todos os outros “detalhes”, é lógico
que emoção não faltou. Pra muita gente era a primeira
vez que dirigia na areia, e a sensação é realmente
muito diferente de dirigir em lama ou erosão, e à noite?
Yes, chegaríamos a Cananéia cansados, mas felizes...
O pessoal que ficou pra trás, chegou um pouco depois na pousada.
Afinal, além de saírem depois, ainda pararam pra ajudar
dois carros que atolaram na areia. Jipeiro é isso aí, não
deixa ninguém pra trás, certo?
Como é que o Tz disse? “setacumnóisnumficasemnóis”
– é assim, Tz?
Banhos tomados, vamos jantar?
Restaurante Bacharel (tel.(13) 3851.1182 – www.cananet.com.br/bacharel)
– entre moquecas e camarões 7 barbas, nos acabamos de comer (pra
compensar a padoca do almoço...). Chega!! Cama!! A criançada
já tava só o pó – e nós também...

O domingo foi mais tranqüilo. Curtimos um pouco a piscina da pousada
– que, aliás, foi boa demais – Pousada Marazul – tel (13) 3851.1407
– www.cananet.com.br/marazul
- podem falar com o Ricardo ou com a Mara que, com certeza, vale a pena.
Valeu Ricardo !!
Tudo muito bom, mas temos que começar a volta... lógico
que não sem brincarmos um pouco na areia e pegar umas duninhas
– pequenininhas, mas bem legais...
A estrada de volta foi mais cansativa – a BR 116 à noite e com
super trânsito não é mole não, mas quando o
grupo é bom, o papo pelo rádio vale a pena e a gente nem
reclama do resto...

Galera, adorei!! As crianças curtiram demais o passeio e, principalmente,
os novos amigos – Pedro e Ian – Celso e Ana Flávia vão ter
que vir mais vezes pra eles continuarem a brincadeira.
Espero que vocês também tenham gostado, porque em Novembro
tem mais – Bueno Brandão em 22 e 23...
Claudia & familia4x4
Veja
mais fotos
|