Trenó4x420 a
22/12/2002
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| Chegamos a Teresópolis às 23:00h, 17º C, o cansaço já era eminente.
Devido ao horário ficamos no primeiro hotel que achamos, mas as dicas preciosas do Rodrigo Menezes (anão, buttman ????) estarão bem guardadas e isso tudo através desta eficientíssima lista. Fechamos o dia à 1:00h da madrugada ... banho e cama!!! 21-12-2002 - Dia do Grande Encontro com a Jipenet-RJ. Pontualmente às 9:30h, na Parada Modelo, num dia nublado e muito calor. Conhecíamos apenas Erikson (paulixxta naturalizado carioca) e Carla pessoalmente, que enfeitou seu Vitara "Tamagochi" com motivos natalinos. Todos uniformizados com camisetas especiais para a ocasião, o "Trenó 4x4". |
| Apresentações foram feitas e conhecemos todas as estrelas
da Jipenet-RJ.
E um clima de grande companheirismo entre os presentes era notável. O que não é estranho ao off-road, mas o que mais tocou foi o quanto cada um conhecia o outro. A relação de amizade entre jipeiros e jipeiras demonstrada na prática in loco foi uma grande lição. E isso não tem jeito é só fazendo trilha merrrmo!!! Jipeiro carioca é folgado, boca suja (aliás ... o PX merece um moderador, nénão??). e como eles brincam !!! Sabem o que é sobremodulação? Pois então, façam uma trilha com eles ... |
| A trilha
De Guapimirim à Teresópolis (Guapi-Terê). Início de trilha asfaltada. Asfaltada??? Pelo PX todos pedindo para murchar os pneus ... Que negócio é esse??? Os cariocas fazem trilha asfaltada??? Ahhh, não?!! É isso mesmo?? Então o comboio pára. Começo de trilha. Subida muito íngreme com erosões e muita lama, nem a pé conseguia-se manter o equilíbrio. Os primeiros já descem dizendo que vai ser difícil para alguns e que é bem possível que tenhamos que desistir ... As chuvas dos últimos dias tinham piorado muito a situação daquele trecho, depois veríamos que não era apenas daquele trecho ... |
| Passou um com muita dificuldade ... era o Mau!!!! Hahahahaha!!!
Passou o segundo, passou a terceira, era a "Dondoca", Adriana. "Pisa que é jipe!!!" ... depois do quinto ninguém mais queria ficar prá trás, com um pouco mais ou um pouco menos de dificuldade e com muita ajuda dos braços presentes fomos subindo. Nós, os paulixxtas, por último (Camper e Vitara "Tamagochi" sem preparo nenhum subia a revelia) No problem... fomos em frente. Para quem já atolou com uma caravan e veraneio, não vejo problema nenhum de um 4x4 ainda que não preparado brincar numa trilha. Fala séééério!!!! Atolar não pode ser tão grave assim ... |
| Um pouco antes de chegar ao riacho que deveríamos
atravessar, Mau avisa pelo rádio que Jota alertava para a torrencial
chuva que castigava Teresópolis.
Mas nós ainda não sentíamos os efeitos da chuva, apenas chuviscava em alguns momentos. O comboio seguiu "pro alto e avante"! Então chegamos ao riacho ... um riacho com mais ou menos uns 6 m de largura com profundidades que variavam entre 10/50 cm, que descia em curva, quase em cachoeira, com muitas pedras. A entrada no rio era bem estreita e complicada devido a uma grande pedra na lateral esquerda (+/- uns 2 m quadrados) exigia habilidade do piloto, porém mais ainda do orientador do trajeto. E a grande Mirela foi a expert. |
| Os primeiros já alcançavam o último obstáculo e
informavam pelo PX
que estava muito difícil de ultrapassar ... E então a chuva anunciada desabou!! Foi muuuiiiiita água!!!!! Mas enquanto isso, nós tentávamos chegar até eles desviando a água que descia em cascata, desbarrancando uma parede lateral para cobrir a enorme erosão pois a Camper escorregava muito para puxar o Gran Vitara que acabava de perder seu diferencial dianteiro. Mas todo o esforço seria em vão ... Os que vinham de lá desaconselhavam os de cá a continuar. Então Erikson (vitara) vai até o final dar uma olhada no enrosco ... Quando volta, é categórico: "Vamos voltar!!!" |
| Tratava-se de uma extensa erosão com um degráu a ser transposto que
piorava a cada minuto devido a quantidade de água que caía.
Já eram 17:00h e tínhamos pouco tempo de claridade. Depois soubemos que: O "Tortinho" do Mau, um dos primeiros no comboio, já havia tentado subir e amassou o pára-choque, tentado desamassar, acabou tombando com as cadelas. Destombou sem as cadelas ... e depois de algumas tentativas ... passou. Três jipes já haviam passado o último enrosco e um quarto estava tentando ... até que conseguiu. E o grupo que aguardava o resultado destas tentativas também resolveu voltar devido às grandes dificuldades. |
| O pior é que Manuela (18), que estava na Camper junto com
Camila e os meus Amanda e Luigi, apresentava febre.
Por andar sempre com crianças, temos sempre suprimento (frutas, sanduiches, salgadinhos, yogurte), roupas secas, primeiros-socorros, água, pás, machado, travesseiros, edredon, lanternas, repelentes, etc., etc... Então após medicação e devidamente agasalhada ela conseguiu descansar, mas ainda continuamos preocupados. Breno, o pai de Manuela, que não é jipeiro, veio ao encontro do comboio via serra, com aqueles que estavam na casa do Crispim preparando o churrasco pois já estavam ansiosos por notícias. E desceu à pé nos encontrando ali perto do rio. Como ainda chovia seria melhor que ela permanecesse na Camper ao invés de subir a pé e ir embora, pois isso poderia prejudicar ainda mais a sua situação. Então sua única alternativa foi seguir conosco. E como ele ajudou!! |
| Após a passagem do rio eu me mantive na direção da Camper,
Henrique ficou fora o tempo todo para orientar na descida e cortar uma
árvore que impedia a passagem do Gran Vitara.
Então conseguimos chegar por volta das 22:00h. Henrique manobra a Camper iluminando a saída para o restante do comboio. E a cada jipe que chegava, aplausos!!! O último jipe, a Band da Maria, estreante, chegou já passavam das 23:00h. Tínhamos que seguir ligeiro para Teresópolis, Manuela ainda não passava bem e os outros já dormiam. Subiram para Terê apenas a Toyota de Schubert com Eliane e Mirela e nós na Camper com 4 crianças e 3 adultos. |
| Chegamos à São Paulo por volta das 20:00h.
Total percorrido = 1.200 Km/ 110 litros de diesel. Picadas de pernilongos/muriçocas por cm quadrado = 5 Total de horas de sono em 2 noites = 11 Jipe bem sujo, do jeito que a gente gosta. Roupa encardida, botas enlameadas por dentro e por fora. Tudo isso até pode ter um preço $$ ... As dificuldades de cada trecho da trilha só acrescentaram um brilho no sorriso e isso não tem preço. |
| A felicidade estampada por ter conhecido figuras tão especiais
que fazem parte disto que se tornou o nosso lazer, o nosso modo de viver a vida ... não tem preço.
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MUITO OBRIGADA!!!!!
VALEU JIPENET-RJ!!!!!!!!
Helena Pieroni
Camper 93 4x4 TD
"Pégasus"